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EMPRESAS "DIFERENTES"

Admilson da Hora *

Temos acompanhado, principalmente através da mídia, as iniciativas empresariais que estão contribuindo para o fortalecimento econômico do Nordeste, mas que, além disso, tragam, como diferencial, o caráter de permanência de suas ações, ou seja, não pense que, apenas por se instalar ou atuar em um estado nordestino, esteja contribuindo de forma integrada com a redução dos desníveis sócio-econômicos da região.

Tais empresas estão preocupadas com o crescimento da região, com a aprendizagem empresarial dos seus parceiros (fornecedores e clientes), com os benefícios gerados aos seus colaboradores, com o cumprimento de suas obrigações legais e, principalmente, com a capacidade de transformação das suas iniciativas empresariais.

Daquelas observadas, duas merecem destaque, neste instante, pelas iniciativas dos seus dirigentes e de seus colaboradores: o BANCO DO NORDESTE (BN) e a ÂNCORA - Cooperativa de Profissionais Liberais. Cada uma destas instituições tem desempenhado papel singular nos seus respectivos segmentos, pelas seguintes razões:

O BN vem seguidamente batendo recordes de atendimento a micro e pequenos empreendedores, com os seus diversos programas de crédito e financiamento, como qualquer banco, mas com alguns diferenciais muito importantes: 1º - Há todo um processo de concessão de crédito que ajuda o empreendedor a planejar suas atividades, desde o contato com o projetista; 2º - Os técnicos do BN priorizam a capacitação do pretenso beneficiário do crédito, incorporando-o ao mundo competitivo e globalizado; e 3º - O BN aprimorou seus procedimentos de acompanhamento dos beneficiários que corrigem as distorções, tempestivamente, evitando prejuízos para o banco e, o que seria pior, o insucesso do empreendimento apoiado. Tais ações somam-se a uma série de outras iniciativas que vão, desde a pesquisa de pólos produtivos, até a realização de movimentos nacionais e internacionais que valorizam a comunidade empresarial nordestina.

As ações do Banco do Nordeste são realizadas num ambiente extremamente saudável, já que suas instalações e seu corpo funcional e de consultores credenciados está capacitado e atualizado numa linguagem uniforme, que prega o atendimento, o apoio ao empreendedor nordestino e a orientação às comunidades produtivas desse imenso Nordeste.

Por outro lado, a ÂNCORA, uma cooperativa de profissionais, localizada em Recife, conseguiu reunir, em seu quadro de cooperados, mais de vinte profissionais de elevado nível, meia dúzia com PhD, e "ancorados" com "curriculum" de fazer inveja aos mais conceituados consultores empresariais e educacionais, nacionais e até do exterior. Sua equipe está permanentemente dedicada à capacitação em gestão empresarial, atividades em gestão empresarial, atividades técnicas de pesquisas, estudos de ambientes e até alfabetização de adultos, num raio de atividades diversificadas, mas, extremamente necessárias à formação competitiva do homem e da empresa. Destacou-se nos últimos dois anos por desenvolver uma metodologia de acompanhamento dos cursos de capacitação realizados no âmbito do FAT, com relatórios que explicitam todo o sucesso, e os insucessos, de uma série de cursos realizados por instituições, de Pernambuco e de outros Estados, para um público extremamente variado, dos setores público e privado, dentro do Programa de Qualificação Profissional do Ministério do Trabalho.

O Banco do Nordeste e a ÂNCORA desempenham um papel singular nos seus segmentos

Recentemente, trilhando o caminho inovador do Banco do Nordeste, a ÂNCORA firmou convênio com o CENEX - Centro de Excelência Empresarial, instituição do Rio Grande do Sul, patrocinada por um grupo de quinze empresas, estando entre elas a Gerdau, Tintas Renner, Randon e Todeschini. No seu conjunto, as quinze empresas patrocinadoras faturam, anualmente, mais de R$ 5 bilhões e mantêm, aproximadamente, 36 mil empregos diretos. Este grupo de empresas criou o CENEX com o intuito de ter uma instituição que formasse gestores para a cúpula diretiva, desenvolvesse novas lideranças, novos empreendimentos e promovesse a livre iniciativa. Nos seus 13 anos de existência, o Centro formou muitos dos profissionais que atualmente são reconhecidos no Brasil e Exterior pela competência e atualização na direção de grandes empresas. Seus programas e cursos são reconhecidos por várias empresas, nacionais e multinacionais, cuja avaliação maior são as mudanças competitivas provocadas nestas empresas e demonstradas nos seus resultados econômicos, financeiros e sociais.

São visões realistas como estas que contribuem para a sustentabilidade dos empreendimentos instalados no Nordeste e asseguram o sucesso do conjunto de parceiros envolvidos nos intrincados meandros do que se chama "MERCADO". Estamos certos de que estas iniciativas são frutos das discussões implementadas pelos colaboradores dessas duas importantes instituições que mantêm, como princípio administrativo, o trabalho em equipe e a troca de sinergia entre seus clientes e fornecedores.

Ambas, ÂNCORA e BANCO DO NORDESTE, apresentam similaridades nas suas iniciativas por buscarem, a todo custo, a viabilidade dos mais variados projetos que passam por suas "carteiras". São iniciativas, ou melhor, são essas insistências, que provocam as mudanças que o Nordeste tanto precisa. E, plagiando o slogan de uma outra empresa de sucesso no Nordeste, parabenizamos o sucesso do BN e da ÂNCORA: nós temos "ORGULHO DE SER NORDESTINO".

Publicado na GAZETA DO NORDESTE, coluna OPINIÃO, 10/ago/1999.

* Admilson da Hora é Consultor, especialista em microcrédito, ex-presidente da Comissão estadual de Emprego CEE-PE.

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